quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Dieta das proteínas

Olá!
Demorei, mas voltei, rs! Nossa, nesses últimos dias foi tudo muito corrido: faculdade, trabalho... Coisas normais né... Agora a poeira está baixando de novo e poderei dar mais atenção ao blog novamente.
Dando continuidade à "série Dietas", hoje o post será sobre uma das dietas mais famosas: a das proteínas. Tal regime foi criado nos anos 70 pelo cardiologista norte-americano Robert Atkins, mas só a partir de 1990 que começou a se popularizar. A idéia do especialista era diminuir a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, que, em excesso, ajuda a estocar gordura. A maneira de baixar esse hormônio seria diminuindo carboidratos (pães, massas, batata, frutas e vegetais), nutriente que estimula a produção da insulina. Então, Atkins montou um cardápio que priorizava carnes, ovos, laticínios, óleos, maionese e margarina, ou seja, proteínas e gorduras. Com menos insulina no corpo, mais fácil seria de emagrecer.
No que consiste a dieta: Consumo de carnes, leite e derivado, e gorduras. Nada de frutas, saladas, pão, massa, biscoitos, doces, etc. Pode-se consumir até fritura, desde que não haja nenhum dos alimentos "proibidos".
Prós: A insulina costuma estocar a gordura para manter em alta as reservas de energia. Como há um corte radical dos carboidratos, emagrecer fica mais rácil e rápido: você perde peso em tempo recorde, pois o organismo é surpreendido pela faltas dos carbos e busca outra fonte de energia. Como todo mundo normalmente tem pressa pra emagrecer, a rapidez pode ser considerada uma vantagem. MAS, como nem tudo são flores, rs... Temos também os contras.
Contras: Uma pessoa provavelmente não consiga levar esse tipo de dieta longe por muito tempo, pois o cardápio sem todos aqueles alimentos citados acaba se tornando monótono. Além disso, mesmo que até consiga passar um bom tempo só com proteínas e gorduras, quando terminar a dieta e resolver se alimentar normalmente, talvez seja complicado se conter diante de uma macarronada, por exemplo. Aí, as chances de engordar de novo tudo o que perdeu serão grandes. Como alguém disse nos comentários esses dias: tudo o que vem fácil, vai fácil... Junto com a gordura, perde-se água também, o que dá a impressão de que emagreceu mais, porém, água é recuperada fácil... Outra coisa: proteína demais sobrecarrega o fígado, gordura demais pode trazer problemas ao coração. Quem criou a dieta foi um cardiologista, devia saber disso, rs!
Conclusão: Dieta inválida. É tentadora pelo fato de emagrecer depressa, mas engordar de novo e perder a saúde ninguém quer!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Dieta da Lua


Olá, pessoas! Quase um mês sem escrever... Estava com falta de criatividade para postar e admito, a falta de tempo também foi responsável pelo meu sumiço. Na verdade, foi só aqui mesmo, porque os blogs de vocês eu continuei "dando uma espiadinha", rs!

Hoje sobrou um tempo e estava pensando sobre o que poderia escrever. Pois bem, pensei sobre todos os tipos de dietas que existem. Vocês sabem, né... É dieta disso, dieta daquilo, todo dia uma novidade! Mas o que será que cada uma delas tem de bom e de ruim? É isso que vocês vão saber nessa "série" do blog. Para começar, vou falar sobre a Dieta da Lua, bem popular.

No que consiste a Dieta da Lua?

A cada mudança da fase da Lua, quem se propõe a este tipo de dieta deve abster-se de tudo o que for sólido e alimentar-se somente com líquidos (sopas, sucos, iogurtes, vitaminas). Assim como a Lua influencia as marés, ela teria o "poder" de influencias também nos líquidos corporais.

Prós:

Se não ingerir líquidos gordurosos (receitas que levam creme de leite, por exemplo), pode-se perder até 1kg em 24 horas. Para uma emergência, no caso de querer dar uma desinchada para "aquela" festa no final de semana, esta dieta parece ser interessante.

Contras:

Não se elimina gordura com a Dieta da Lua. Como a pessoa só ingere líquidos, o que será eliminado será também somente líquido. Assim que voltar a comer normalmente, é provável que o que foi eliminado seja recuperado. Além disso, é meio monótono ingerir somente sucos, sopas e afins durante 24 horas. Há necessidade de algo sólido.

A parte de que a lua influencia, na verdade, pode ser apenas uma certa superstição, afinal, se você passar um dia todo só com líquidos mesmo em um período sem mudança da fase da lua, irá eliminar alguma coisa de qualquer forma. Se levada adiante por mais tempo, além da eliminação da perda de líquidos, haverá perda de massa magra (músculos), ou seja, você corre risco de ficar flácida, uma vez que é complicado conseguir adicionar uma quantidade suficiente de proteínas num cardápio pastoso. No caso das sopas, por exemplo, até pode-se colocar perdaços de carne e bater no liquidificador.

Conclusão:

É uma dieta válida, mas apenas para vez ou outra e não como um método rotineiro de compensação, como algumas pessoas fazem ("Comi demais no final de semana, vou apelar pros líquidos!"). Como já dito, pode-se segui-la em um caso de "emergência".

domingo, 12 de outubro de 2008

Lanchinhos pra quê?


Um lanche no meio da manhã, outro no meio da tarde e às vezes um outro à noite (ceia). Afinal, para que tanto lanche? Como falei no post anterior, se ficamos muito tempo sem comer, na próxima refeição chegaremos com uma fome muiro grande, daí temos grandes chances de comer mais que o necessário. Então, o lanche da manhã serve para isso: fazer com que você mate aquela eventual fominha, não ficando muitas horas sem pôr nada na boca e chegando ao almoço menos faminta.

Na verdade, todos eles têm essa mesma função. Já que, quando ficamos muitas horas sem alimentação, o corpo, que não sabe se virá alguma coisa mais tarde, passa a economizar energia, ao invés de gastar. Ou seja: se você pulava os lanches com o objetivo de emagrecer, tudo pode ir por água abaixo. Sem contar que, como já falei em outro post também, só o ato de digerir o alimento já gasta calorias.

Uma coisa importante nos lanches é que deve-se ingerir algo leve, nada de super refeições. Algumas opções: fruta ao natural, frutas secas, suco de fruta (de preferência sem açúcar), barrinhas de cereal, biscoito integral, água de coco, iogurte, gelatina...

Sempre carrego alguma coisa comigo. Como passo o dia todo no trabalho, levo na bolsa uma barra de cereais e ultimamente também tenho levado alguns damascos secos. Estes últimos altamente recomendáveis, pois saciam pela quantidade de fibras!

Antes de dormir, há a chamada ceia. Esta não é tão "obrigatória" quanto os outros lanchinhos. Ela serve mais para quem janta muito cedo e sente uma fominha antes de dormir. Por ser hora de deitar, o ideal é que seja algo bem mais leve que o restante do dia, para não sentir-se pesada.

Vocês fazem lanches? O que gostam de comer?

Beijos e uma ótima semana! =)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A importância do café da manhã

Olá, pessoal. Depois de um tempinho sem postar, estou de volta. E para retomar as postagens, vou falar hoje sobre o querido café de todas as manhãs, rs!

Vocês são habituadas a comer de manhã? Se sim, o quê? Muita gente não gosta de comer neste período ou porque não cai bem ou simplesmente na tentativa de perder peso. Eu sempre tomei café da manhã, inclusive é a parte do dia que geralmente sinto mais fome (às vezes de noite, fico com uma fominha básica também, rs).

Depois de um longo período sem se alimentar por causa do sono, é importante reabastecer o organismo. O café ideal seria aquele que contesse todos os nutrientes, ou seja, carboidrato (pães, biscoitos, cereais), proteína (leite, iogurte, queijo, ovos, presunto, peito de peru), gordura (margarina, manteiga) e também vitaminas, minerais e fibras (suco de fruta ou a própria fruta, por exemplo). Mas isso não é uma regra, claro! Cada um tem um hábito diferente...

Estudos comprovam que um café da manhã reforçado pode ser a refeição mais importante do dia na vida de quem está em um processo de emagrecimento. Ué, café reforçado, como assim? É isso mesmo. Um dos estudos que li, feito por uma pesquisadora da Venezuela em parceria com uma universidade americana, mostrava que mulheres obesas que comiam metade das calorias do dia no desjejum acabaram emagrecendo mais do que aquelas que comeram menos ou não comeram pela manhã. Ao final, as com café eliminaram 21,3% de seu peso e as outras apenas 4,5%.

Se formos analisar, faz todo o sentido: se você não come no café da manhã, vai chegar na próxima refeição com uma fome avassaladora e daí é fácil extrapolar. Já se se alimentou ao acordar, a fome será bem menor no almoço e você terá um controle bem maior. É bom não só para quem quer perder peso, mas para todo mundo, afinal, não é legal comer um monte e se sentir cheio depois, alguns têm até azia e tal.

Gosto de variar o que como ao acordar. Na verdade, depende do dia... Às vezes levanto com uma vontade de atacar uns carboidratos (risos)! Mas também tem dias que quero fazer algo mais natureba. Sou meio doidinha mesmo, nem liguem! =P É bacana variar, porque acaba enjoando comer todo o santo dia a mesma coisa, não acham? Hoje meu café foi o seguinte: 1 copo de leite desnatado com uma banana picada e 2 colheres de aveia. Quem também fez uma refeição matinal hoje levante a mão! hahaha. Brincadeira... Só que também quero saber de vocês!

Beijos e até a próxima!

sábado, 20 de setembro de 2008

Fim de semana à vista... E "tentações" também!



O título deste post foi bem propício... Todo mundo tem aquele prato preferido, aquele doce que ama de paixão, impossível de resistir, não é mesmo? Para quem está numa dieta ou ao enos tentando melhorar a qualidade da alimentação encontra nos finais de semana um probleminha: como resistir às delícias que geralmente encontramos na casa dos amigos, da família ou nas festas?

Acredito que ninguém deve se privar de nada, pois é complicado ver todo mundo comendo e só você não. Tem é que cuidar da quantidade! Está certo que manter um controle diante do seu alimento preferido nem sempre é moleza, mas aí que entra, de novo, a determinação. Está numa festa, num almoço ou num jantar? Não se reprima (risos)! Prove, sim, no entanto, saboreie devagar. Podem notar que com o dia a dia corrido, às vezes engolimos qualquer coisa rapidinho para não "perder tempo" e mal sentimos o sabor do que estamos ingerindo. Por isso, comer devagar é uma dica valiosa, pois além de sentir melhor o gosto, também temos a impressão de que comemos mais, já que o prato vai estar cheio ainda (risos).

Mas... e se exagerar? Bom, acontece... Só não pode desanimar e achar que todo o esforço que você fez durante a semana foi por água abaixo! Na próxima refeição (se houver) ou no outro dia use a "lei da compensação", que não é ficar sem comer, mas sim comer menos e alimentos mais levinhos, tomar bastante líquido para eliminar as toxinas e sódio retidos, principalmente se o exagero foi com coisas salgadas. Um outro dia falarei sobre bons alimentos para "desintoxicar".

Coloquei a imagem de uma macarronada para ilustrar o post, porque essa é uma das minhas tentações... Esse até que está saudável, tem até um "verdinho" em cima, hahaha. Mas tem aqueles molhos elaborados, beeem mais calóricos. Por mim, pouco importa o molho, costumo dizer que como macarrão até cru, de tanto que gosto! Tirando isso, sou uma formiguinha, adoro doces, principalmente estes: mousse de maracujá, ambrosia, torta de bolacha, doce de abóbora, qualquer um com chocolate (quem não gosta...? rs) e por aí vai! E vocês, quais as delícias que não resistem? Tem uma "tática" para manter o controle diante delas?

Beijos!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Dieta ou reeducação alimentar?

Ouve-se muito por aí que não se deve ficar muito tempo sem comer, que devemos beber no mínimo 2 litros de água por dia, que o ideal é evitar frituras, açúcar, excesso de sal e por aí ai, afinal as revistas e os programas de televisão divulgam bastante coisa. Mas afinal o que é melhor: uma dieta (existe uma infinidade delas: da Lua, da sopa, das proteínas...) ou uma reeducação alimentar? Outra pergunta: qual a diferença estre essas duas coisas? Pois é isso que aiser esclarecido hoje!

Ao ouvir falar em "dieta", a maioria imagina restrição das coisas de que mais se gosta de comer ou "greve de fome". Como diz aquela nutricionista do programa Zorra Total, a Lorca, "dieta é calvário". Não é bem assim que passa na cabeça de muitas de vocês?

A reeducação alimentar não deixa de ser uma dieta, só que com um outro nome. De qualquer forma, se for para escolher entre uma das duas, fique com a segunda opção. Algumas restrições terão de ser feitas, claro, no entanto, nem tudo que você gosta de comer, será preciso deixar de lado. A reeducação, como o próprio nome sugere, vai ajudar o indivíduo a modificar seus hábitos alimentares. Se esta pessoa não tinha o (bom) hábito de comer verduras, a partir do momento em que ela se propõe a este ojetivo de mudança, ela vai aprender a comer. Isso ocorre aos poucos, às vezes com diversas tentativas, uma vez que nem sempre um alimento é "bem vindo" ao nosso organismo. Porém, é necessário que, acima de tudo, haja comprometimento e determinação.

O nosso corpo é extremamente esperto. Se você entra naquelas dietas super rígidas, passa horas sem comer na tentativa de perder alguns quilinhos, ele pode é fazer ao contrário. Assim: quando o organismo está sem combustível, ele entende que precisa reservar energia, pois não sabe se virá ou não alimento mais tarde. Então, ele passa a economizar, ou seja, passa a funcionar mais lentamente. Resultado: além de ficar com fome e mau humor, você não vai perder nada.

E outra: há um hormônio chamado cortisol, que é liberado em situações de estresse e faz o corpo acumular gordura principalmente na região abdominal. E isso ninguém quer! Então, o que a gente ouve por aí de se alimentar mais vezes ao dia (entre 5 e 6 refeições) é pura verdade. Obviamente que tem de ser pequenas refeições, pois se exagerar nas porções poderá engordar. O simples ato de comer já vai gastar calorias (na digestão, por exemplo). Habitue-se a não pular refeições (problema bastante comum) e faça pequenos lanchinhos (fruta, barrinhas de cereal, iogurte, água de coco) nos intervalos para que seu corpo fique nutrido e garanta o emagrecimento, se for o caso, com saúde!

sábado, 30 de agosto de 2008

Água

Ah, a água... Ouvimos tanto falar por aí que devemos tomar no mínimo 2 litros de água por dia, mas vocês sabem por que ela é tão importante para o organismo? Ela constitui em torno de 60% do nosso peso corporal, tanto que podemos viver sem outros nutrientes, mas não sem este líquido.

Algumas funções:
* Transportar nutrientes para o corpo todo
* Purificar o sangue
* Serve como solvente para minerais, viramninas, aminoácidos, glicose, entre outros
* Atua como lubrificante para as articulações
* Ajuda na manutenção da temperatura corporal
* Ajuda no funcionamento do intestino, pois amolece as fibras
* Hidrata a pele
* Hidrata o corpo de um modo geral

Como podem ver, a água ajuda em muitas coisas. Às vezes é complicado tomar a quantidade indicada, até porque tem momentos que nem sede sentimos. Eu ando com uma garrafinha para todo o canto e bebo muitas vezes sem ter sede. É uma dica que dou a vocês, até porque a água ajuda também na sensação de saciedade.

E outra: não dá para esquecer que os alimentos também possuem água, uns mais, outros menos. Então, já há uma hidratação a partir daí. Alguns alimentos ricos em água: melancia, chuchu, abacaxi, melão...

Há alguns fatores que aumentam as necessidades de H20 no organismo:
* Consumo de álcool e cafína
* Exercícios físicos
* Ambientes com ar condicionado, como aviões ou lugares fechados
* Verão
* Medicamentos
* Gestação e lactação
* Diarréia prolongada, vômito ou febre
* Cirurgia, queimaduras ou perda sangüínea

Para finalizar, vou fazer como no post anterior, uma questão: vocês costumam beber água várias vezes ao dia?

Tenham um ótimo final de semana! Beijos!

domingo, 17 de agosto de 2008

Fibras

Olá! Depois de quase um mês sem postar, voltei à ativa. Hoje vou falar sobre as fibras alimentares.

Mas afinal o que é uma fibra? É uma substância que não pode ser digerida nem absorvida pelas enzimas digestivas humanas, portanto NÃO tem calorias e, conseqüentemente, NÃO engorda.

Há dois tipos de fibras:

Insolúveis: Como o próprio nome sugere, não se dissolvem na presença de água. Esse tipo de fibra amolece as fezes, regulam as evacuaçõesm, aumentam o bolo fecal, reduzem risco de câncer, hemorróidas, apendicite... E como fontes temos como exemplo os seguintes alimentos: arroz integral, frutas, legumes, sementes, farelo de trigo...

Solúveis: Estas, solúveis em água, baixam o colesterol, retardam a absorção de glicose, retarda o trânsito do alimento do trato digestório. Algumas fontes: cevada, aveia, frutas, legumes, sementes, vegeais, frutas como a maçã, centeio...

Como podem ver, elas têm diferenças entre si e podem fazer a diferença dependendo do objetivo da pessoa. Antes de estudar Nutrição, eu sempre achei que qualquer tipo de fibra seria bom para prisão de ventre, por exemplo. Mas depois descobri que não. Claro que se deve comer dos dois tipos, pois as duas tem efeitos benéficos para o organismo, mas no meu caso (intestino um pouco preguiçoso) devo investir mais na insolúvel. Assim como a solúvel parece ser mais interessante, digamos assim, quando se fala em sensação de saciedade. Façam um dia um sanduíche com pão branco e num outro dia um com pão integral. Notem quanto tempo depois vocês voltarão a sentir fome. Para dietas isso é um truque excelente!

O recomendado é ingerir por dia em torno de 25g de fibras. Atingir esse número às vezes parece complicado, ainda mais dependendo do que você come, mas se fizer refeições balanceadas, variar bem os alimentos, ingerir frutas e vegetais de tipos diferentes, dá para alcançar tranqüilo. Mas saiba que as fibras não funcionam por si só. Não adianta se encher de todos esses alimentos que citei e não beber água. O líquido é extremamente importante para o organismo e para as fibras não seria diferente.

Vocês procuram ingerir uma boa quantidade de fibras diariamente? O que vocês mais comem?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Vitaminas (Parte 3)

Vitaminas lipossolúveis

Solúveis em gordura, essas vitaminas não são facilmente excretadas pela urina. Quantidades significantes são armazenadas no tecido adiposo e no fígado, e podem apresentar toxicidade.

* Vitamina A (Retinol, derivado: betacaroteno): Auxilia na visão, células epiteliais, saúde da pele, crescimento ósseo e dentário, síntese e regulação de hormônios, sistema imunológico, reprodução.

Sintomas na deficiência: Anemia, dores nas articulações, quebra de dentes, depressão, infecções respiratórias e digestivas, cegueira noturna, brotoejas, diarréia.

Sintomas de toxicidade: Sangramento do nariz, dores de cabeça, cólica, vômitos, visão embaçada, fadiga, irritabilidade, perda de apetite, perda de cabelos, secura da pele, parada da menstruação.

Doença quando deficiente: Hipovitaminose A.

Fontes alimentares: Leite fortificado, queijo, creme de leite, margarina, ovos, fígado (retinol), espinafre e outros vegetais verdes folhosos, alimentos alaranjados como abóbora, laranja e cenoura, batata-doce (betacaroteno).

* Vitamina D (Calciferol): Mineralização óssea.

Sintomas na deficiência: Crescimento anormal, má formação óssea, óssos frágeis, dores nas articulações, má formação de dentes.

Sintomas de toxicidade: Aumento de cálcio sangüíneo, dores de cabeça, irritabilidade, náuseas, fraqueza.

Doenças quando deficiente: Raquitismo, osteomalácia.

Fontes alimentares: Sardinha, salmão, fígado, leite ou margarina fortificados.
Obs.: Como as fontes alimentares dessa vitamina não praticamente escassas, a melhor forma de obter sua síntese é através da exposição à luz solar, porém, nos horários em que o sol não for muito forte, para evitar problemas mais sérios.

* Vitamina E (tocoferol): Antioxidante, regulação de reações de oxidação, proteção de ácidos graxos poliinsaturados e vitamina A.

Sintomas na deficiência: Anemia, fraqueza, dificuldade de andar, cãibras, ruptura das células vermelhas do sangue.

Sintomas de toxicidade: Aumenta efeito de medicamentos anticoagulantes, desconforto geral.

Doença quando deficiente: Sem nome.

Fontes alimentares: Margarina, molhos para saladas, vegetais folhosos e verdes, germe de trigo, grão integrais, nozes, sementes.

* Vitamina K (Filoquinona): Síntese de proteínas coaguladoras sangüíneas que regulam o cálcio.

Sintomas na deficiência: Hemorragias.

Sintomas de toxicidade: Não relatados.

Doença quando deficiente: Sem nome.

Fontes alimentares: Fígado, vegetais verdes folhosos, repolho, leite. Há também síntese bacteriana no trato digestório.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Vitaminas (Parte 2)

Voltei. Sei que por enquanto provavelmente o blog não tenha muitos leitores, mas de qualquer forma peço desculpas pelo sumiço. Fiquei doente. Estou com amidalite desde sexta-feira passada. Já não estava muito disposta e pra piorar meu computador também resolveu ficar "doente", mas está bom desde ontem. Vou continuar com a série sobre vitaminas.

* Vitamina B5 (Ácido Pantotênico): Atua na produção de hormônios supra-renais, na formação de anticorpos, ajuda no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, ajuda a controlar a capacidade de resposta do corpo ao stress.

Sintomas na deficiência: Vômito, mal-estar intestinal, insônia, fadiga.

Sintomas de toxicidade: Retenção de água (não freqüente)

Fontes alimentares: Ovos, rins, salmão, levedo de cerveja.

* Vitamina B6 (Piridoxina): Auxilia no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, ajuda a converter triptofano (um aninoácido) em em niacina e a produzir as células vermelhas do sangue.

Sintomas na deficiência: Anemia, língua lisa, irritabilidade, convulsões, contrações musculares, irritação das glândulas sudoríparas, cálculos renais.

Sintomas de toxicidade: Depressão, fadiga, memória prejudicada, dor de cabeça, insônia, perda de reflexos, danos neurológicos.

Fontes alimentares: Carnes, mariscos, folhas verdes, grãos integrais, legumes, frutas, leite.

* Vitamina B7 (H ou Biotina): Auxilia no metabolismo energético, síntese de glicogênio.

Sintomas na deficiência: Funcionamento deficiente do coração, perda de apetite, náuseas, depressão, dor muscular, fraqueza, queda de cabelo.

Sintomas de toxicidade: Nenhum conhecido.

Fontes alimentares: Fígado, cogumelos, amendoim, levedo de cerveja, leite, carnes, gema de ovo, maioria dos vegetais, banana, melão e morangos.

* Vitamina B9 (Folato ou Ácido Fólico): Parte de uma coenzima necessária para síntese de novas células.

Sintomas na deficiência: Anemia, azia, diarréia, constipação, língua vermelha e lisa, confusão mental, desmaio.

Fontes alimentares: Legumes, verduras folhosas verdes, sementes, fígado, pães enriquecidos, cereais integrais.

* Vitamina B12 (Cianocobalamina): Auxilia no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios, preserva as células nervosas.

Sintomas na deficiência: Anemia, fadiga, hipersensibilidade, língua lisa.

Sintomas de toxicidade: Nenhum conhecido.

Fontes alimentares: Alimentos de origem animal (carnes, ovos, leite...)

* Vitamina C (Ácido Ascóbrbico): Auxilia na síntese de colágeno, é antioxidante, sintetiza a tiroxina, fortalece a resistência a infecções, ajuda na absorção de ferro.

Sintomas na deficiência: Anemia, micro-hemorragias, infecções freqüentes, sangramento da gengiva, perda de dentes, degeneração e dor muscular, histeria, fragilidade óssea, pele seca, cicatrização deficiente.

Sintomas de toxicidade: Náuseas, cólicas abdominais, diarréia, dor de cabeça, fadiga, insônia, agravamento da doença gota ou ácido úrico.

Doença quando deficiente: Escorbuto.

Fontes alimentares: Frutas cítricas, pimentão, mamão, manga, morango, repolho, verduras verde escuras, alface, batata.